Impermeabilização flexível

Impermeabilização Flexível

Os materiais mais comuns de serem utilizados na construção civil, infelizmente, não garantem a impermeabilização suficiente para proteger a estrutura contra a destrutiva ação da umidade e infiltrações. Por isso, métodos de impermeabilização foram criados para tentar suprimir esse grande mal. Um desses métodos é impermeabilização flexível.

Mas por que saber disso é tão importante?

Pois saiba que uma obra sem a impermeabilização correta está fadada a ter problemas sérios e de longo prazo, como as temíveis fissuras e fungos nas paredes. Elas podem parecer inofensivas, mas podem progredir para algo ainda pior, podendo chegar a proporcionar riscos ao sistema estrutural ou para a saúde dos inquilinos.  

Como se pode perceber, este não é um assunto a ser ignorado. Existem vários tipos de métodos e materiais feitos para impermeabilizar a construção, entretanto, nesse texto nos focaremos mais na impermeabilização flexível, suas características e tipos de uso.

Impermeabilização Flexível X Impermeabilização Rígida

Antes de mais nada, para compreendermos melhor sobre o método da impermeabilização flexível, nada melhor do que compara-la a impermeabilização rígida.

O que é Impermeabilização rígida

Mas como assim rígida? A impermeabilização não é tudo igual?

Bem, não é.

A impermeabilização rígida, ao contrário da impermeabilização flexível, não é recomendável para grandes movimentações da estrutura. Podem ser sim eficientes contra infiltrações, mas só isso.  

Os locais mais recomendáveis para a aplicação dos sistemas rígidos são em quaisquer áreas de baixa mobilidade. Podendo ser:

  • Fundações;
  • Na superfície que existe embaixo do piso;
  • Locais submersos;
  • Reboco;
  • Sobrepiso.

Impermeabilização flexível

Esse método garante a impermeabilização por meio de uma membrana de proteção, evitando assim que a água penetre dentro da estrutura da obra. Além disso, o nome flexível se dá pelo fato da sua resistência contra contrações e dilatações térmica.

A impermeabilização flexível é a mais usada no Brasil, atualmente. Ainda vem com várias opções no mercado, perfeito para proteger qualquer parte da obra contra a umidade.

Falando nessas opções, nada melhor que conhecermos os tipos de sistemas desse impermeabilizador!

Sistemas de impermeabilização flexível

Como já fora dito anteriormente, existem vários tipos de opções para o consumidor escolher na hora de decidir como impermeabilizar sua construção. A seguir, os sistemas mais utilizados no Brasil:

Sistema acrílica

É a melhor opção para os locais difíceis de serem alcançados e em superfícies expostas que não será aplicado nenhum tipo de revestimento. Esse sistema é o resultado da emulsão de polímeros termoplásticos em meio aquoso. Sua aplicação é feita a partir demãos com o produto, intervalados com outro tipo de estruturante (como fibra de poliéster).

Contudo, como nada no mundo são rosas, certos cuidados são necessários, como:

  • Abrasão – Ou seja, esse sistema não é indicado para superfícies com muito movimento de pessoas, veículos e escoriações;
  • Drenagem de água – Se existir qualquer tipo de presença de água numa superfície onde se tenha aplicado emulsão acrílica, então há o perigo de ocorrer reações indesejáveis, que fazem com que o produto perca seu efeito de impermeabilização.

Manta asfáltica

O método mais utilizado no território brasileiro. É uma manta feita de material asfáltico modificado, armado com uma variedade enorme de materiais, como:

  • Polietileno;
  • Borracha
  • Poliéster;
  • Fibras de vidro;
  • Outros.

É um sistema vendido já pré-fabricado, em rolos e aplicado na fase de obra à quente. A manta asfáltica é usada frequentemente em grandes pavimentações, lajes, jardins, calhas, reservatórios e áreas frias.

Obviamente, a manta asfáltica tem suas desvantagens, sendo que sua principal desvantagem é que não podem ficar expostas.

Essas mantas não suportam choques mecânicos ou qualquer tipo de abrasão, ou seja, elas precisam de algum tipo de revestimento para protegê-las. 

Poliureia

Um impermeabilizador que causou bastante reboliço alguns anos atrás, sendo até chamado de revolucionador em alguns segmentos.  A poliureia é um elastômero resistente, e ainda um tipo de impermeabilização flexível.

É possível adquirir esse tipo material através da reação entre isocianeto e poliamina. Ela forma uma camada plástica resistente com forte aderência ao substrato onde é aplicada. Sua aplicação é geralmente por spray e age rapidamente, levando cerca de 2 minutos para curar completamente. Contudo, há a necessidade de trabalhadores especializados para ser usada, já que o produto não permite erros na aplicação.

A aplicação é feita, primeiramente, depois de uma preparação minuciosa. Só depois dessa preparação que a poliureia poderá ser utilizada, mas ainda assim, o ambiente precisa estar com temperatura e umidade controladas. Como podemos ver, na hora da aplicação, a poliureia é um produto extremamente exigente.

Além do poder de impermeabilizar, ela ainda proporciona resistência à abrasão e a produtos químicos, além de aguentar altos níveis de flexibilidade e fortes impactos.

A poliureia é recomendada para locais mais agressivos, e quando digo agressivo, agressivo de fato. Seja para suportar químicas industriais ou até mesmo a abrasão ou o andar das pessoas nas arquibancadas de um estádio.

Contudo, desvantagens existem, afinal, nada é perfeito.

O preço da poliureia é relativamente mais alto em comparação a outros tipos de sistemas de impermeabilização. O acabamento personalizado é praticamente impossível, graças a sua secagem rápida. Além disso, esse produto não pode ser aplicado em locais de difícil acesso, já que seu maquinário de aplicação é um tanto pesado.

Por que se importar com a impermeabilização?

Pois uma obra que não foi impermeabilizada apropriadamente tem vários riscos, tanto de curto como longo prazo. A umidade é um grande inimigo das construções e seus moradores, proporcionando um ambiente doente para os residentes que ali vivem diariamente. 

Os problemas que a umidade pode causar são vários, como:

  • Fissuras: Podem aparecer em qualquer lugar e pioram as infiltrações da água, que por consequência, piora a umidade;
  • Mofo: Fungos adoram locais úmidos, quentes e escuros, são perigosos para a saúde e prejudicam o visual do ambiente, já que a parede com mofo passa uma sensação de abandono;
  • Eflorescência: Durante o processo de cura, após o cimento reagir com a água, o concreto cria vários depósitos de sais. A água, vinda pela umidade do ar ou pela chuva, pode se infiltrar nos poros do concreto e reagir com os sais dentro dele, criando a eflorescência, ocasionando assim a perda de estabilidade e causando danos a armadura.

Encerrando

Como pode ver, a impermeabilização da obra é uma tarefa de extrema importância, contudo, como a obra é feita por várias partes diferentes, foi preciso criar dois tipos de impermeabilizadores. Um desses impermeabilizadores é a impermeabilização flexível.

Como muitas superfícies da construção sofrem muito com abrasões, impactos, dilatações térmicas, entre outros problemas. Então sem impermeabilização flexível, seria impossível combater a umidade em toda a obra, causando vários problemas posteriores, desde as patologias do concreto, até a síndrome do edifício doente.

Por isso, ter conhecimento sobre o que é a impermeabilização flexível e seus tipos, é essencial para ter uma obra bem feita e saudável. E aí? Gostou do texto? Compartilhe nas suas redes sociais ou na sua rede de contato pessoal! Ou então deixe um comentário dizendo o que achou!